Sueli Maxakali
Sueli Maxacali
Transcrição:
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Desconhecido
Sueli Maxakali e meu pai Luís Kaiowá e minha mãe Noemi Maxakali. Quando a gente sai da nossa aldeia, a gente sabe que a gente não leva a nossa cultura para fortalecer uma cidade que vem também, nem onde quer faculdade, nem onde que nosso povo vai estudar, né aluno né? Passa no vestibular, vai para lá. Eu mesmo passei no vestibular Azael.
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Mas tem outros alunos une muitos alunos que passa no vestibular e vai pra lá. E a gente sabe que nós estamos levando essa história e esse esse caminho nosso, né? Esse não é só um desenho. Ali tem muita história, muita história sim, que é gigantesco a história gigantesca que a gente tem com aquele daquela pintura, né? Por isso que é importante, né?
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Quando eu fui, né, que eu subi no andando eu assim, eu, a gente pé do nosso uni a mim para fortalecer nós que nós estão colocando aquilo ali. Não, não é só papo, né? É uma história que a gente está colocando No início. A gente vê que de muitas pessoa fala e tão fechando nossa casa, né? Vai ficar feio, né?
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E aí despois teve algumas pessoas que viu que não era assim, né? Não era daquele jeito que a gente vê um e outro jeito, mas tá que é um escrito que a gente tão colocando ali, que é da nossa Madeira, que tá aqui, tá no nossa, é mesmo desses que está no por saúde até ali, né? Na base do ritual nosso, né?
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Por isso que nós, povo Maxakali, quando sai da nossa aldeia, a gente acredita muito que a gente tá levando esse esforço para qualquer lugar para se colocar, né? Para o público, né também? É isso que a gente pensa que é o cinema. Ele é muito forte pra nós. O cinema, ele é mais para nós. Quando a gente tem um cinema, a gente respeita.
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Quando morre uma pessoa, a gente respeita por um ano para a gente poder passar aquele vídeo, né? Eu comecei aprender com minha avó porque minha avó rapava a embaúba e minha avó morreu com 105. Morreu aqui. Capinar e minha avó morreu 2006 e eu fazia mais artesanato de embaúba na linha de embaúba. Depois eu comecei a misturar com o CEMEI Miçanga com embaúba, ai depois eu fui começando a desenhar também e colocar na miçangas, desenho meu próprio desenho virava os desenho na miçanga né?
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Eu fui aprendendo os pouco né? E também comecei a aprender com minha avó também, a fazer panela também de barro, né? E minha avó me ensinaram vários experiência com a lua, né? Pegar barro através da lua também. E aí a gente foi aprendendo assim pega a madeira para fazer artesanato também. Tem que ser na lua certa para não dar aquele bichinho, né?
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E aí a gente foi aprendendo assim, né? Quando você me pergunta isso, me emociono, me emociona muito a respeito disso. Porque o cinema, né? Ele é uma visão que veio mais assim, profundo, neto da nossa história, é claro. E o nosso povo Maxakali era um sonho nosso de clarear nosso povo. Porque meu povo precisa ser clareado. A história do povo Maxakali e também o cinema o fez do olhar, né, De a gente aprender.
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Não foi assim. O cinema fez a gente eu fazer o meu TCC também. O cinema me ajudou bastante. Meu olhar escrever também. Para colocar isso na na história do povo Maxakali. E isso clareou muito meu povo hoje, né? O cinema eleva a história do nosso povo fora do Brasil. O povo sente muita violência também e das demarcações de terra e nós também.
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A população Maxakali também. Isso teve um olhar né, que até hoje nem hoje eu lembro né, Que vai ficar para a história, porque quando nós saiu do nosso território, espalhamos e a gente aprendeu bastante que o território do Vale do Mucuri foi a região do povo Maxakali e hoje nós estão aqui. A aldeia escola floresce porque a aldeia não é só a aldeia, né?
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Ela é a aldeia, né? Para onde que as criança aprende o cotidiano? Onde que é uma escola dentro da aldeia É a escola onde que toda a nossas criança aprende, né? Cotidiano A língua passado português tem que ensinar para se defender dia a dia, né? Cotidiano. Oi 2008 eu comecei, eu fiz uma mágica do povo do Egito para museu lá de ido do Rio, museu, Museu do Índio.
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Aí eu fiz uma máscara que só estava na foto né, que essas peças já tinha estragado. Aí eles me mandaram essa foto. Aí eu fiz uma uma peça, uma máscara, que quando esse morria nesse se enterrava com aquela máscara. Aí eu fiz esse, esse e essa máscara aí que eu fui aprendendo assim, dia a dia e desenhando também.
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Aí depois eu fui fazer pintura também. Nas paredes eu ensino, eu, eu tenho aluno, eu já levei meus alunos para pintar lá no Centro de Referência, Centro de Direitos Humano, área a parede eu tenho vários. Chove né? Que me acompanha que também né a gente, eu como professora eu espelho em cima deles também, né? Porque são muito inteligentes, né?
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E a gente né, gosta porque ele gosta também da gente, quer aprender com nós também, né? E é nisso, né? A gente vão trocando essa experiência, a gente tá aprendendo com eles e eles aprendendo comigo também. É muito importante. Nosso jovem nem hoje nem aluno é. E também né, hoje né, Não são mapa, né? Hoje nós estão projeto de ouvir que a gente desenha para colocar o que a gente pensa que a gente imagina, de colocar uma de que vai plantar uma árvore, onde que vai plantar o túnel da árvore grande, né?
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Pra não ser próxima a aldeia, né? Tem que ser bem longe, porque o lugar aqui vai ser prático, ali vai ser o lugar e a gente tem que desenhar. Hoje, junto com as crianças, eu me penso que é assim. Eu tenho essa esperança do jovem, né? Substituir nós, né? Os mais velho, né? Olhar mais pra população Maxakali afundar mais também a história do nosso povo que a história do nosso povo não para por aqui.
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A história do nosso povo é muito grande, é nosso povo, nosso jovem, nossos aluno hoje, né? Eu vejo que muito diferente né? Hoje né, muda, mudo pouco amanhã, daqui um ano muda um pouquinho de novo isso né? Isso me emociona muito também, porque hoje, né, o Tecnologia Celular, né? Às vezes não é naquele lugar, né? Perdão a fogueira, né?
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A gente fala muito, né? Isso é ouvir a história, ouvir o rituais, né? Mas hoje a gente não tem nesse esforço, muito esforço para nossos alunos, desse esforço também, né? A gente espero deles que seja substituindo a gente, né? Para daqui pra frente, dez anos, 20, A gente tem essas pessoa que vai substituir nós. É isso que eu quero.