História

Eunice Sales

Eunice Sales

Transcrição:

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Desconhecido

“É por amor à essa pátria Brasil que a gente segue em fileira.”

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Desconhecido

Nome completo: Eunice Sales de Andrade.

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De Pernambuco

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Numa cidade por nome de Belo Jardim.

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em 1937.

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pai, Joaquim Salles de Andrade,

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Era açougueiro.

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e a mãe, Jovelina Gaudêncio.

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Minha vida em Pernambuco era assim, sofrida. Quer ser pernambucano era pobre mesmo. Mas eu comecei a trabalhar com nove anos, na roça, mas comecei a bordar. Em 12 anos eu já costurava pra fora.

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Estudei muito pra Mascate, muitos e muitos anos.

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vim para Teófilo Otoni e já depois que eu casei, já tendo nascido, eu casei em Pernambuco, foi de lá, foi pra São Paulo, pra Santos. Meus filhos nasceram lá em Santos dois nasceu em Santos e uma nasceu aqui em Teófilo Otoni. Três filhos.

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Mas ele quis vir morar aqui, porque

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quem manda nas mulheres é o marido, né? Era antigamente. Hoje em dia, queria ver se fosse hoje?

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Aí eu vim.

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eu vim pra cá, eu trouxe Daniel com oito anos aqui

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E ele agora, ele completou 60 anos

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Era um lar pobre sim. Quase só tinha 12 famílias. Quando eu vim a morar aqui na Taquara.

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depois foi aumentando. Aí eu entrei na luta pra ajudar.

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Vim pra cá, criava neto, que Cida já estava casada. Ai trouxe um netinho. E pra todo lugar

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levava mais eu. No centro.

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História minha filha? A lembrança maior é a saudade de Padre Geovane. A gente fazia encontro com a gente toda semana. Era, né cida? Lá na quadra tinha uma reunião todas as segunda feira nessa casa aqui da esquina, sabe?

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Uma reunião muito boa, tinha vez que tinha até umas 50 pessoas né Cida? Cida lembra também, que ela participava.

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Era muito bom.

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Hoje tem uma mulher, umas mineira aí, que faz ??? demais. Mas eu já tenho meus ??? mais velhos aí uns 30 anos. Ensinei muita gente a costurar, a bordar.

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Depois foi passando adiante, os mineiros, né?

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Mas antes quem tomava conta era eu, Liota... Liota era chefe. Liota que me trouxe pra cá, sabe?

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Quando chegava uma família pobre e não tinha onde morar até fazer o barraquinho, eu dava meu barraco pra morar e vinha pra essa casa, porque a chave era aqui na minha mão.

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Nós fazia reunião todas as segunda feira, uma reunião muito boa.

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Muita gente participava. Ai todos os assuntos do bairro. Foi uma época muito boa.

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Depois foi aumentando e acabando.

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Nós fazíamos uma romaria na

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da terra, uma Romaria da terra.

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no início da minha vida aqui era muito simples, porque não tinha essa Paróquia, sabe? Tinha uma capelinha lá do outro lado, uma capela muito pequena, Mas a participação era boa.

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O padre era padre Geovane.

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Era mais esse padre inteligente que participava. Vinha celebrar a missa. É muito bom. Aí eu comecei a dar catecismo. Hoje eu tenho muitos catequizados meu, são casados, e são catequistas hoje.

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eles tem maior prazer com isso. Eu tomava conta de 28, 30 crianças, preparava tudinho para a primeira Eucaristia. Participava mais era da Igreja.

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Em toda segunda feira nós tinha reunião nesta casa, aí todas as segundas à noite. Ficava cheio, vinha gente! Dos bairros... de outros bairros, da cidade.

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Você olhando pra trás de toda essa história, qual o sentimento que você têm?

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de não poder participar mais, quase nada mas, está bom. Mas eu fico feliz porque, enquanto eu pude participar, participei. Eu preparei muita criança na Primeira Eucaristia, bastante, hoje elas são catequista também

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Eu tenho muita saudade da pessoal, todas amigas. A união que se hoje a gente for formar isso, não consegue mesmo.

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A senhora estava aqui quando Lula veio na Taquara. Tava meu filho. E como é que foi essa história?

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Conta pra gente? Ah, é uma história maravilhosa.

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Ele é muito animado até hoje, mas naquela época era ainda mais em reunir. Uma ele fez um encontro com a gente lá embaixo perto da quadra

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que a gente pegava água. Aqui não tinha água não, panhava água lá. A gente chama quadra, lá naquele final tinha a lagoa

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uma biquinha pra apanhar.

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Como era a luta dos pobres aqui. Sofrido, viu meu filho? Mas assim mesmo era todo mundo feliz. Não tinha desunião nenhuma. Lá se um não podia, a outra ajudava.

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Quando eu mudei para aqui, só tinha 14 famílias.

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Depois foi chegando, chegando, reuniu muita gente. “Hoje tem muita gente que hoje você não conhece no bairro?”

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Desconhecido

Esses que vem chegando por último nós não conhecemos, mas conheço quase todos.

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Dona Nicinha, qual é o legado que essa luta deixa?

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O apoio que nós tivemos no Comitê Popular. E Lula que veio aqui umas duas vezes também. Depois nós fomos, fretamos um ônibus. Fomos pra Brasília.

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??? mais Liota que arranjava o ônibus, juntava o pessoal que era frequente na reunião. Levava a gente pra fazer reunião com Maria José. É uma coisa maravilhosa, Tudo unido.

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Não esquece nunca. A senhora foi e é feliz aqui na Taquara? Fui... até hoje. Gosto de todo mundo. Não tenho inimizade com ninguém. Graças a Deus.

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Então, pra fechar essa entrevista de nós duas aqui, nós vamos cantar uma musiquinha que a gente cantava basicamente em todos os encontros que a gente fazia na comunidade. Tanto lá embaixo, quando iniciou na Casa Velha, como a gente falava quanto aqui no clube de Mães, nós sempre nas reuniões nossa, né?

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O comitê esteve, está e estará. Sempre com o povo na luta popular. O Comitê esteve, está e estará. Sempre com o povo na luta popular.

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Este é o nosso país, essa é a nossa bandeira. É por amor essa pátria Brasil que a gente segue em fileiras

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Desconhecido

“É por amor à essa pátria Brasil que a gente segue em fileira.”

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